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Sofia Arez é uma artista e investigadora portuguesa cuja prática se desenvolve a partir de um profundo interesse pela natureza e pelos modos de perceção. Desde muito cedo, dedica uma atenção minuciosa ao que a rodeia, em particular ao meio natural, detendo-se em aspetos subtis ou aparentemente insignificantes e suspendendo tudo o que, embora mais evidente, não convoca a mesma intensidade de observação. Para a artista, é necessário reaprender a olhar para reconhecer a riqueza das formas e das cores, bem como a extraordinária beleza da vida que nelas se manifesta — qualidades que apenas se revelam a quem se dispõe a mergulhar nesse universo. A arte constitui, para Sofia Arez, um meio essencial de pensar, agir e habitar o mundo.
A sua obra, que abrange escultura, desenho, pintura, fotografia, vídeo e instalação, tem sido apresentada em diversos países da Europa e da Ásia. Para além do espaço expositivo tradicional, a artista desenvolve projetos colaborativos e intervenções no espaço público, envolvendo a comunidade e ampliando o alcance da sua prática. Nascida em Lisboa em 1972, é mestre em Pintura pela Universidade de Lisboa e vive e trabalha na mesma cidade.
Através de velaturas subtis e de um desenho atento e delicado, Sofia Arez constrói uma paisagem sensível. O seu trabalho emerge de caminhadas e de uma relação continuada com a natureza, onde observar se torna um gesto de permanência e de escuta. Nas suas obras, a artista revela aquilo que habitualmente passa despercebido — formas discretas, estruturas frágeis e essenciais — tornando visíveis as dinâmicas silenciosas que sustentam a vida.
Num contexto global marcado pela crise climática, pela perda de biodiversidade, pela deslocação forçada de populações e por uma crescente instabilidade geopolítica, o seu trabalho adquire uma ressonância particular. O voo de uma semente — frágil, exposta aos ventos e dependente do lugar onde pousa — torna-se metáfora da vulnerabilidade de milhões de vidas humanas em trânsito, bem como da precariedade dos ecossistemas. As sementes surgem, assim, como imagens de sobrevivência, adaptação e reinvenção em cenários de incerteza: responder às forças do mundo, procurar condições de vida, criar raízes onde tal se torna possível.
Num tempo em que territórios se transformam, fronteiras se endurecem e o equilíbrio ecológico se fragiliza, a obra de Sofia Arez recorda que o movimento é inerente à vida — e que, mesmo na instabilidade, persiste sempre a possibilidade de futuro.
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