Flora e Fauna
Diversidade Biológica

A Casa de Mateus - Um Compromisso com a da Biodiversidade

A Fundação da Casa de Mateus assume um papel ativo na preservação da fauna e da flora locais, dedicando-se ao estudo, monitorização e salvaguarda da biodiversidade que caracteriza e enriquece os seus ecossistemas.

Para concretizar esta missão, a Fundação estabeleceu uma parceria com a Associação Santuário Animal Vida Boa. Esta colaboração permite uma abordagem especializada e contínua à conservação da natureza, através da implementação de ações de monitorização que visam compreender a dinâmica das populações de espécies vegetais e animais, identificar ameaças e desenvolver estratégias de proteção, sensibilização e educação ambiental.

Juntas, estas instituições não só contribuem para a salvaguarda das espécies e habitats da região, como também promovem uma maior consciencialização para a importância da conservação da biodiversidade. Este trabalho beneficia ainda do contributo de diversos fotógrafos de natureza, cuja documentação visual desempenha um papel fundamental na monitorização, registo e divulgação do património natural. Entre estes destaca-se André Brito, cujo trabalho de campo e acervo fotográfico têm sido particularmente relevantes para a identificação e acompanhamento de espécies, bem como para a sensibilização do público para a riqueza e singularidade da biodiversidade presente em Mateus e na região do Douro.

É através desta articulação entre ciência, conservação, educação e expressão visual que a Fundação da Casa de Mateus reforça o seu compromisso com a proteção do património natural, contribuindo para que a riqueza da fauna e da flora locais seja conhecida, valorizada e preservada para as gerações futuras.

O Burro da Graciosa

Uma Raça Preservada

A Fundação da Casa de Mateus orgulha-se de acolher e preservar o Burro da Graciosa, uma raça asinina autóctone portuguesa, também conhecida como Burro Anão da Graciosa.

Este animal, com uma história rica e profunda na ilha da Graciosa, nos Açores, foi outrora essencial para o transporte e o trabalho agrícola, a ponto de a ilha ser apelidada de "ilha dos burros".


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Águia-real (Aquila chrysaetos)

A águia-real (Aquila chrysaetos) é a maior espécie de águia regularmente presente na Península Ibérica, podendo atingir cerca de 90 cm de comprimento total e uma envergadura alar de até 2,25 m. Trata-se de uma ave de rapina de grande porte, caracterizada por uma constituição robusta, cabeça proeminente e plumagem predominantemente castanho-escuro. Os adultos apresentam uma distinta coloração castanho dourada na região da coroa e da nuca, característica que está na origem da sua designação comum.


FOTOGRAFIA: ANDRÉ BRITO



Lobo-ibérico (Canis lupus signatus)

O lobo-ibérico (Canis lupus signatus) é um dos mamíferos mais emblemáticos da fauna portuguesa e um importante predador de topo dos ecossistemas. Caracteriza-se pelas orelhas triangulares, máscara facial clara, pelagem castanho-amarelada e marcas negras características nos membros anteriores. Os machos são geralmente maiores e mais robustos do que as fêmeas.

Em Portugal, a espécie é legalmente protegida desde 1988, mas mantém uma população reduzida, estimada em cerca de 300 indivíduos. As principais ameaças à sua conservação incluem a perda e fragmentação de habitat, a diminuição das presas naturais e os conflitos com a atividade pecuária.

Do ponto de vista ecológico, o lobo desempenha um papel fundamental na regulação das populações de herbívoros e na manutenção do equilíbrio dos ecossistemas. Ao predar frequentemente indivíduos mais vulneráveis, contribui também para o controlo sanitário das populações de presas.

Embora os conflitos com a pecuária constituam um desafio para a sua conservação, a coexistência entre o lobo e as comunidades humanas pode ser promovida através da adoção de medidas preventivas adequadas, como a utilização de cães de proteção de gado e o reforço das estruturas de proteção dos rebanhos.


FOTOGRAFIA: ANDRÉ BRITO

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Chapim-real (Parus major)

O chapim-real é a maior espécie de chapim em Portugal, facilmente reconhecida pela cabeça preta com faces brancas e pelo ventre amarelo atravessado por uma faixa preta. Habita bosques, parques e jardins, estando amplamente distribuído por todo o território nacional.

Alimenta-se principalmente de insetos durante a primavera e o verão, consumindo também sementes nos meses mais frios. Desempenha um importante papel ecológico ao contribuir para o controlo natural de pragas, como a processionária-do-pinheiro.


FOTOGRAFIA: ANDRÉ BRITO


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Víbora-cornuda (Vipera latastei)

A víbora-cornuda (Vipera latastei) é uma serpente venenosa de tamanho médio, facilmente identificada pela pequena protuberância em forma de corno na extremidade do focinho. Apresenta corpo robusto, cabeça triangular bem diferenciada do pescoço e um padrão dorsal em ziguezague sobre uma coloração variável entre castanho, cinzento e avermelhado.

Distribui-se pela Península Ibérica e sul de França. Em Portugal ocorre sobretudo nas regiões norte e centro, ocupando áreas montanhosas, zonas rochosas, matagais e florestas abertas, onde encontra abrigo entre pedras e vegetação.

É um predador carnívoro que se alimenta principalmente de pequenos mamíferos, lagartos, aves e anfíbios. Caça por emboscada, utilizando o veneno para imobilizar as presas e facilitar a sua digestão.


FOTOGRAFIA: ANDRÉ BRITO

 

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Tritão-de-ventre-laranja (Lissotriton boscai)

O tritão-de-ventre-laranja (Lissotriton boscai) é um anfíbio endémico da metade ocidental da Península Ibérica, distribuindo-se amplamente por Portugal continental. Caracteriza-se pela coloração acastanhada ou esverdeada no dorso, geralmente com pequenas manchas escuras, e pela face ventral de tonalidade laranja, avermelhada ou amarela. Durante a fase aquática apresenta pele lisa, tornando-se mais rugosa na fase terrestre.

Habita uma grande variedade de meios aquáticos, incluindo ribeiros de corrente lenta, charcos temporários, lagoas, tanques, represas e albufeiras com vegetação abundante. É uma espécie maioritariamente noturna e crepuscular, com forte dependência dos ambientes aquáticos.

A sua alimentação baseia-se em pequenos invertebrados, desempenhando um papel importante no controlo das populações destas presas e no equilíbrio dos ecossistemas aquáticos.


FOTOGRAFIA: ANDRÉ BRITO 

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Lagarto-de-água (Lacerta schreiberi)

O lagarto-de-água (Lacerta schreiberi) é um réptil endémico da Península Ibérica, facilmente reconhecido pela sua coloração verde com padrões reticulados escuros. Durante a época reprodutora, os machos desenvolvem uma intensa coloração azul na cabeça e garganta, enquanto as fêmeas tendem a apresentar maiores dimensões corporais e manchas mais evidentes.

Em Portugal continental, distribui-se principalmente a norte do rio Tejo, ocorrendo também em alguns núcleos isolados nas regiões centro e sul. Habita preferencialmente zonas húmidas associadas a ribeiros, rios e outras linhas de água com vegetação abundante.

A sua alimentação é constituída sobretudo por insetos e outros pequenos invertebrados, podendo complementar a dieta com frutos silvestres. Quando perturbado, procura frequentemente refúgio na água, sendo um excelente nadador.


FOTOGRAFIA: ANDRÉ BRITO 


SABER MAIS

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Genciana-das-turfeiras (Gentiana pneumonanthe)

A genciana-das-turfeiras (Gentiana pneumonanthe) é uma planta herbácea perene, caracterizada pelas suas vistosas flores tubulares de cor azul-violeta. A floração ocorre entre o final do verão e o início do outono, com flores geralmente solitárias ou agrupadas em pequeno número ao longo do caule.

Distribui-se por várias regiões da Europa, sendo uma espécie rara e localizada em Portugal. Habita zonas húmidas, como turfeiras, lameiros e prados encharcados, dependentes de condições específicas de humidade e características do solo.

As flores constituem uma importante fonte de néctar para diversos insetos polinizadores, incluindo algumas espécies especializadas. Devido à sua sensibilidade às alterações ambientais, a presença desta planta é frequentemente considerada um indicador de habitats húmidos bem conservados.

A conservação da genciana-das-turfeiras depende da proteção e gestão adequada das zonas húmidas, atualmente ameaçadas pela drenagem, alteração do uso do solo e degradação dos ecossistemas.


FOTOGRAFIA: ANDRÉ BRITO 
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Genetta


A geneta (Genetta genetta) é um pequeno mamífero carnívoro de corpo esguio e alongado, patas curtas e cauda comprida, marcada por 8 a 10 anéis escuros. A pelagem é cinzenta com manchas negras bem definidas, e as patas possuem garras adaptadas à escalada. Não apresenta dimorfismo sexual evidente, embora os machos possam atingir dimensões ligeiramente superiores às das fêmeas.

A espécie distribui-se pela África subsaariana, Norte de África e sudoeste da Europa, estando amplamente distribuída em Portugal continental. Ocorre preferencialmente em áreas florestais e zonas de vegetação densa próximas de linhas de água, que lhe proporcionam abrigo e recursos alimentares.

A sua dieta é composta principalmente por pequenos mamíferos, mas inclui também aves, répteis, insetos e frutos. Desta forma, desempenha um papel importante no controlo das populações de presas e na dispersão de sementes.

Pensa-se que a introdução da geneta na Península Ibérica tenha ocorrido durante a ocupação árabe, possivelmente no século VIII, seguindo-se posteriormente a sua expansão natural pelo território.


FOTOGRAFIA: ANDRÉ BRITO 

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Bernardo-de-pata-verde (Clibanarius erythropus)

O bernardo-de-pata-verde (Clibanarius erythropus) é um pequeno crustáceo marinho pertencente ao grupo dos caranguejos-eremitas. Caracteriza-se pelas patas com tonalidades esverdeadas e avermelhadas e pelo abdómen mole, que protege no interior de conchas vazias de moluscos, substituindo-as à medida que cresce.

Distribui-se pelo Atlântico Nordeste e pelo mar Mediterrâneo, sendo uma espécie comum ao longo da costa portuguesa. Habita zonas rochosas da faixa intertidal e águas pouco profundas, sendo frequentemente observado em poças de maré.

A sua alimentação baseia-se principalmente em matéria orgânica em decomposição, algas e pequenos organismos, desempenhando um importante papel na reciclagem de nutrientes e na limpeza dos ecossistemas costeiros. É uma espécie inofensiva para o ser humano e pode ser encontrada isoladamente ou em pequenos grupos à procura de alimento ou de novas conchas.


FOTOGRAFIA: ANDRÉ BRITO



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Rã-de-focinho-pontiagudo (Discoglossus galganoi)

A rã-de-focinho-pontiagudo (Discoglossus galganoi) é um anfíbio de pequeno a médio porte, com comprimento geralmente compreendido entre 4,5 e 6,5 cm. Apresenta um corpo robusto, cabeça achatada e um focinho pontiagudo, característica distintiva da espécie. Os olhos são proeminentes, com íris dourada e pupilas arredondadas ou em forma de coração.

A pele é lisa, com pequenas verrugas dispersas no dorso e textura mais granulosa na região ventral. A coloração dorsal é bastante variável, oscilando entre tons pardo-amarelados, castanhos e cinzento-esverdeados, frequentemente com manchas escuras irregulares. Alguns indivíduos apresentam padrões longitudinais claros, formando bandas amareladas, beges ou castanhas ao longo do corpo.

Esta espécie ocorre em habitats húmidos, como charcos, ribeiros e zonas alagadas, onde se reproduz e encontra alimento. A sua dieta é constituída principalmente por pequenos invertebrados, desempenhando um papel importante no equilíbrio dos ecossistemas aquáticos e terrestres.


FOTOGRAFIA: ANDRÉ BRITO



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Fetos

Os fetos são plantas vasculares pertencentes ao grupo das pteridófitas, caracterizadas pela ausência de flores e sementes. A sua reprodução ocorre através de esporos, produzidos em estruturas localizadas geralmente na face inferior das frondes (folhas).

Apresentam folhas frequentemente recortadas, que emergem de rizomas subterrâneos. As frondes jovens desenvolvem-se através de um enrolamento característico denominado vernação circinada.

Distribuem-se amplamente por todo o mundo, ocorrendo sobretudo em ambientes húmidos e sombrios, como florestas, margens de linhas de água e afloramentos rochosos. Em Portugal, existem numerosas espécies adaptadas a diferentes condições ecológicas.

Os fetos desempenham um importante papel ecológico na proteção do solo, retenção de humidade e manutenção da biodiversidade, sendo particularmente bem adaptados a habitats com reduzida disponibilidade de luz.


FOTOGRAFIA: ANDRÉ BRITO


 

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Borrelho-de-coleira-interrompida (Charadrius alexandrinus

O borrelho-de-coleira-interrompida (Charadrius alexandrinus) é uma pequena ave limícola facilmente identificável pela plumagem castanha na parte superior do corpo, partes inferiores brancas e pela característica coleira peitoral incompleta. Os machos apresentam marcas negras mais evidentes na cabeça e na região peitoral, enquanto as fêmeas exibem tonalidades mais discretas, castanhas ou acinzentadas.

Esta espécie possui uma ampla distribuição mundial, ocorrendo em zonas costeiras, estuários, salinas e sistemas dunares da Europa, África, Ásia e Américas. Em Portugal, pode ser observada ao longo de todo o ano, tanto como espécie nidificante como durante os períodos de migração e invernada.

A alimentação é composta principalmente por pequenos invertebrados, incluindo crustáceos, moluscos, poliquetas, vermes e insetos, que captura em praias, sapais, estuários e salinas. Desempenha um papel importante nos ecossistemas costeiros, integrando as cadeias alimentares destes ambientes.



FOTOGRAFIA: ANDRÉ BRITO

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Raposa (Vulpes vulpes)

A raposa (Vulpes vulpes) é um mamífero carnívoro da família Canidae, facilmente identificável pelo focinho afilado, orelhas proeminentes, pelagem castanho-avermelhada e cauda longa e espessa, geralmente com a extremidade branca. Os machos são, em média, ligeiramente maiores do que as fêmeas.

É um dos mamíferos com maior distribuição geográfica do mundo, ocorrendo na Europa, Ásia, Norte de África e América do Norte, tendo sido também introduzida noutras regiões. Em Portugal continental encontra-se amplamente distribuída, ocupando uma grande variedade de habitats, desde florestas e zonas agrícolas até áreas urbanas e periurbanas.

A raposa é uma espécie oportunista e omnívora, alimentando-se de pequenos mamíferos, aves, insetos, ovos, frutos e carcaças. Desempenha um importante papel ecológico no controlo das populações de presas, na dispersão de sementes e na remoção de animais mortos, contribuindo para o equilíbrio dos ecossistemas.

Apresenta atividade predominantemente noturna e crepuscular, embora possa ser observada durante o dia em locais com reduzida perturbação humana.


FOTOGRAFIA: ANDRÉ BRITO

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Sapo-de-unha-negra (Pelobates cultripes)

O sapo-de-unha-negra (Pelobates cultripes) é um anfíbio de corpo robusto, cabeça larga e olhos proeminentes com pupila vertical. Apresenta uma pele relativamente lisa e coloração variável entre tons castanhos, acinzentados ou amarelados, geralmente com manchas escuras que favorecem a camuflagem. A espécie distingue-se pela presença de um tubérculo metatarsal negro e endurecido nas patas traseiras, utilizado para escavar e refugiar-se no solo. As fêmeas são geralmente maiores do que os machos.

Distribui-se pela Península Ibérica e sul de França. Em Portugal ocorre sobretudo nas regiões centro e sul, ocupando habitats com solos arenosos ou pouco compactados, como montados, áreas agrícolas, matagais e zonas abertas. Reproduz-se em charcos temporários, lagoas e outras massas de água sazonais.

A alimentação baseia-se principalmente em pequenos invertebrados, incluindo insetos, aranhas, larvas e minhocas. Trata-se de uma espécie maioritariamente noturna, passando grande parte do tempo enterrada no solo e emergindo para se alimentar e reproduzir.



FOTOGRAFIA: ANDRÉ BRITO


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Fuinha (Martes foina)

A fuinha (Martes foina) é um mamífero carnívoro de médio porte, caracterizado pelo corpo esguio, cabeça triangular, cauda longa e felpuda e pelagem castanha. A sua característica mais distintiva é a mancha branca no peito e garganta, conhecida como “babete”, que se prolonga até aos membros anteriores.

Esta espécie apresenta uma ampla distribuição na Europa e em parte da Ásia. Em Portugal continental ocorre de forma generalizada, ocupando uma grande variedade de habitats, incluindo florestas, zonas agrícolas, áreas rurais e ambientes urbanos.

A fuinha é um predador oportunista e de hábitos maioritariamente noturnos. Alimenta-se de pequenos mamíferos, aves, répteis, ovos, insetos e frutos, podendo também consumir restos de origem humana. Desempenha um importante papel ecológico no controlo das populações de presas e na dispersão de sementes, contribuindo para o equilíbrio dos ecossistemas.



FOTOGRAFIA: ANDRÉ BRITO



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Aranha-de-cruz (Araneus diadematus)

A aranha-de-cruz (Araneus diadematus) é uma aranha tecedeira facilmente reconhecida pelas manchas brancas em forma de cruz presentes no abdómen, sobre uma coloração geralmente castanho-alaranjada. Existe dimorfismo sexual acentuado, sendo as fêmeas significativamente maiores (12 a 17 mm) do que os machos (5 a 10 mm).

Esta espécie apresenta uma ampla distribuição no hemisfério norte, ocorrendo na Europa, Ásia e América do Norte. Em Portugal continental é comum e encontra-se amplamente distribuída, habitando jardins, bosques, sebes, áreas arbustivas e outros locais com vegetação onde possa construir as suas teias orbiculares.

A alimentação baseia-se principalmente em insetos voadores, como moscas, abelhas, vespas e borboletas, desempenhando um importante papel no controlo natural das suas populações. Apesar de possuir veneno para capturar presas, é considerada inofensiva para o ser humano, podendo provocar apenas uma ligeira reação local em situações excecionais de defesa.

Pela sua abundância e eficácia como predadora de insetos, a aranha-de-cruz constitui um elemento importante para o equilíbrio ecológico dos ecossistemas terrestres.


FOTOGRAFIA: ANDRÉ BRITO

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Vaca-loura (Lucanus cervus)

A vaca-loura (Lucanus cervus) é o maior escaravelho da Europa e uma das espécies mais emblemáticas da fauna saproxílica. Os machos distinguem-se pelas suas grandes mandíbulas, semelhantes a chifres, utilizadas em disputas durante a época reprodutora, enquanto as fêmeas são menores e possuem mandíbulas mais curtas e robustas.

Distribui-se por grande parte da Europa, ocorrendo também em Portugal, principalmente em bosques, montados e outras áreas arborizadas com árvores maduras. A espécie depende da presença de madeira morta ou em decomposição, essencial para o desenvolvimento larvar.

O ciclo de vida pode prolongar-se por vários anos. As larvas alimentam-se de madeira em decomposição, contribuindo para a reciclagem de nutrientes e para os processos naturais de decomposição. Os adultos surgem sobretudo durante o verão, alimentando-se de seiva e frutos maduros.

Apesar da sua aparência impressionante, a vaca-loura é inofensiva para o ser humano. A conservação desta espécie depende da preservação de habitats florestais bem estruturados e da manutenção de árvores antigas e madeira morta, elementos fundamentais para a sua sobrevivência.


FOTOGRAFIA: ANDRÉ BRITO

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Anémona-comum (Anemonia viridis)

A anémona-comum (Anemonia viridis) é um invertebrado marinho pertencente ao filo Cnidaria, facilmente reconhecido pelos seus longos tentáculos verdes, frequentemente com extremidades arroxeadas. Embora se assemelhe a uma planta, trata-se de um animal séssil que vive fixo às rochas em zonas costeiras.

Distribui-se pelo Atlântico Nordeste e mar Mediterrâneo, sendo comum ao longo da costa portuguesa. Habita principalmente zonas rochosas pouco profundas e bem iluminadas, onde permanece presa ao substrato.

A sua coloração característica resulta da presença de algas microscópicas simbióticas (zooxantelas), que realizam fotossíntese e fornecem nutrientes à anémona. Em contrapartida, estas algas beneficiam de proteção e acesso à luz.

Alimenta-se de pequenos organismos marinhos, como crustáceos, larvas e pequenos peixes, capturados através dos tentáculos dotados de células urticantes. Desempenha um papel importante nos ecossistemas costeiros e, apesar de poder causar ligeira irritação cutânea após contacto direto, não representa perigo significativo para o ser humano.


FOTOGRAFIA: ANDRÉ BRITO

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Borboleta-esfinge-do-carvalho (Marumba quercus)

A borboleta-esfinge-do-carvalho (Marumba quercus) é um lepidóptero noturno da família Sphingidae, caracterizado pelo corpo robusto e pelas asas largas de coloração acastanhada, que lhe proporcionam uma excelente camuflagem entre a vegetação e os troncos das árvores.

Distribui-se pelo sul da Europa e região mediterrânica, ocorrendo também em Portugal. Está fortemente associada a áreas com carvalhos (Quercus spp.), que constituem a principal planta hospedeira das suas larvas.

As lagartas alimentam-se das folhas de carvalho, enquanto os adultos apresentam hábitos noturnos e podem ser observados durante os meses mais quentes do ano, sendo frequentemente atraídos por fontes de luz artificial.

Esta espécie integra as cadeias alimentares dos ecossistemas florestais e contribui para a biodiversidade associada aos carvalhais mediterrânicos.


FOTOGRAFIA: ANDRÉ BRITO

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Mycena sp.

Mycena sp. refere-se a fungos pertencentes ao género Mycena, um grupo muito diversificado e amplamente distribuído. Caracterizam-se geralmente pelas suas pequenas dimensões, chapéu campanulado ou em forma de sino e pé fino e delicado.

As espécies deste género apresentam colorações variadas, incluindo tons esbranquiçados, acinzentados, castanhos ou rosados. Desenvolvem-se habitualmente sobre matéria orgânica em decomposição, como madeira morta, folhada, musgos e outros detritos vegetais.

O género Mycena ocorre em todo o mundo e é comum em Portugal, sobretudo em florestas e outros ambientes húmidos e sombrios. Os seus corpos frutíferos surgem frequentemente em grupos durante os períodos de maior humidade.

A maioria das espécies não é considerada comestível, sendo algumas potencialmente tóxicas. Ecologicamente, desempenham um papel fundamental na decomposição da matéria orgânica e na reciclagem de nutrientes, contribuindo para o funcionamento e equilíbrio dos ecossistemas florestais.


FOTOGRAFIA: ANDRÉ BRITO

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Mergulhão-pequeno (Tachybaptus ruficollis)

O mergulhão-pequeno (Tachybaptus ruficollis) é a menor espécie de mergulhão presente em Portugal. Caracteriza-se pelo corpo compacto, pescoço relativamente comprido, bico curto e patas posicionadas posteriormente, com dedos lobados adaptados à natação e ao mergulho. Os machos são geralmente ligeiramente maiores do que as fêmeas.

Esta espécie apresenta uma ampla distribuição geográfica, ocorrendo na Europa, África e grande parte da Ásia. Em Portugal é maioritariamente residente, podendo ser observada ao longo de todo o ano em zonas húmidas de água doce, como lagoas, albufeiras, charcos e rios de corrente lenta, especialmente onde existe vegetação aquática abundante.

A alimentação é constituída principalmente por pequenos organismos aquáticos, incluindo insetos e respetivas larvas, peixes de pequenas dimensões, crustáceos, moluscos e anfíbios. É uma espécie oportunista, ajustando a sua dieta à disponibilidade de alimento nos habitats que ocupa.

O mergulhão-pequeno desempenha um papel importante nos ecossistemas aquáticos, contribuindo para o equilíbrio das populações de invertebrados e pequenos vertebrados aquáticos.


FOTOGRAFIA: ANDRÉ BRITO

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Rabo-de-lebre (Lagurus ovatus)

O rabo-de-lebre (Lagurus ovatus) é uma planta herbácea anual facilmente identificável pelas suas inflorescências ovais, densas e macias, de coloração esbranquiçada a creme, que lhe conferem um elevado valor ornamental.

Distribui-se pela região mediterrânica, sendo comum em Portugal, especialmente em zonas costeiras. Desenvolve-se preferencialmente em solos arenosos e pobres, ocorrendo frequentemente em dunas, campos abertos e bermas de caminhos.

A floração ocorre durante a primavera e início do verão. Após a maturação, as sementes dispersam-se eficazmente pelo vento, favorecendo a colonização de novos locais.

Esta espécie desempenha um papel importante na estabilização dos solos arenosos e na conservação dos ecossistemas dunares. A sua resistência à secura e à exposição solar permite-lhe prosperar em ambientes sujeitos a condições adversas.


FOTOGRAFIA: ANDRÉ BRITO

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Papoila (Papaver rhoeas)

A papoila (Papaver rhoeas) é uma planta herbácea anual facilmente reconhecida pelas suas flores vermelhas intensas, frequentemente com manchas escuras na base das pétalas. Trata-se de uma das espécies silvestres mais características dos campos agrícolas e áreas abertas.

Distribui-se amplamente pela Europa, Ásia e Norte de África, sendo muito comum em Portugal. Ocorre sobretudo em terrenos perturbados, campos cultivados, baldios e bermas de caminhos, preferindo locais ensolarados e solos bem drenados.

A floração decorre entre a primavera e o início do verão. Após a floração, produz cápsulas contendo numerosas sementes, o que favorece a sua dispersão e abundância.

A papoila desempenha um importante papel ecológico, fornecendo néctar e pólen a diversos insetos polinizadores e contribuindo para a biodiversidade dos ecossistemas agrícolas e rurais.


FOTOGRAFIA: ANDRÉ BRITO

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Cobra-de-água-viperina (Natrix maura)

A cobra-de-água-viperina (Natrix maura) é uma serpente semiaquática de tamanho médio, caracterizada pela sua coloração variável, geralmente em tons esverdeados ou acastanhados, e por um padrão dorsal em ziguezague semelhante ao das víboras. Apresenta ainda manchas escuras nos flancos (ocelos), olhos amarelados com pupilas redondas e dimorfismo sexual, sendo as fêmeas normalmente maiores do que os machos.

Distribui-se pelo sudoeste da Europa e norte de África. Em Portugal continental ocorre de forma generalizada, habitando rios, ribeiros, lagoas, charcos e outras zonas húmidas. Apresenta atividade sobretudo diurna, sendo mais frequentemente observada entre a primavera e o início do outono.

A sua alimentação é constituída principalmente por peixes, anfíbios e diversos invertebrados aquáticos, podendo ocasionalmente capturar pequenos mamíferos. Desempenha um importante papel no equilíbrio dos ecossistemas aquáticos ao regular as populações das suas presas.

Apesar da semelhança com as víboras, a cobra-de-água-viperina não é venenosa e é inofensiva para o ser humano. Quando ameaçada, pode achatar a cabeça e adotar comportamentos defensivos que reforçam a sua aparência de víbora, funcionando como mecanismo de dissuasão contra potenciais predadores. 


FOTOGRAFIA: ANDRÉ BRITO

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Cogumelo-guarda-sol (Macrolepiota procera)

O cogumelo-guarda-sol (Macrolepiota procera) é um fungo basidiomiceto de grandes dimensões, facilmente reconhecido pelo seu chapéu amplo, que adquire uma forma semelhante à de um guarda-sol quando totalmente desenvolvido. Apresenta um pé alto e esguio, decorado com um padrão característico de escamas acastanhadas, e um anel móvel bem visível.

Esta espécie possui uma distribuição ampla e ocorre em grande parte da Europa, sendo comum em Portugal. Desenvolve-se preferencialmente em solos bem drenados, surgindo isoladamente, em grupos ou formando os chamados “anéis de fada” em prados, pastagens, clareiras e, ocasionalmente, em áreas florestais.

Trata-se de uma espécie sapróbia, alimentando-se de matéria orgânica em decomposição. Desempenha um papel ecológico fundamental na reciclagem de nutrientes e na decomposição da matéria vegetal, contribuindo para a fertilidade dos solos.

Em Portugal é conhecida por diversos nomes populares, incluindo marifusa, tortulho, capoa, frade e púcara. A sua presença é mais frequente durante o outono, especialmente após períodos de chuva.


FOTOGRAFIA: ANDRÉ BRITO

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Nigella damascena

A Nigella damascena, conhecida popularmente como “amor-perfeito-entre-névoa”, é uma planta anual ornamental da família Ranunculaceae, amplamente apreciada pela delicadeza das suas flores e pela elegância da sua folhagem finamente recortada. De fácil cultivo e elevada adaptabilidade, destaca-se pelo seu valor ornamental, conferindo leveza e interesse visual a jardins e espaços naturais. 


FOTOGRAFIA: ALEXANDRE CARVALHO

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Abelhas (Apis spp.)

As abelhas do género Apis são insetos sociais de elevada importância ecológica, desempenhando um papel fundamental na polinização de numerosas espécies de plantas silvestres e cultivadas. Vivem em colónias altamente organizadas, constituídas por uma rainha, operárias e zangões, cada um com funções específicas.

As operárias recolhem néctar e pólen, recursos essenciais para a alimentação da colónia e para a produção de mel. Durante esta atividade, promovem a transferência de pólen entre flores, contribuindo para a reprodução das plantas e para a manutenção da biodiversidade.

As espécies de Apis encontram-se amplamente distribuídas em várias regiões do mundo, ocupando habitats diversificados, desde ecossistemas naturais a áreas agrícolas. Podem ser observadas frequentemente em flores, onde desempenham a sua função de polinizadoras.

Além da sua relevância ecológica, as abelhas possuem uma grande importância económica, sendo responsáveis pela polinização de muitas culturas agrícolas essenciais para a alimentação humana.


FOTOGRAFIA: ANDRÉ BRITO

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Ouriço-cacheiro (Erinaceus europaeus)

O ouriço-cacheiro (Erinaceus europaeus) é o único mamífero da fauna ibérica que apresenta uma cobertura dorsal constituída por espinhos, os quais correspondem a pelos modificados altamente queratinizados, representando uma importante adaptação evolutiva de defesa contra predadores. Esta espécie possui hábitos predominantemente noturnos e um regime alimentar oportunista, alimentando-se sobretudo de invertebrados, pequenos vertebrados e matéria vegetal.

Durante os meses de inverno, o ouriço-cacheiro entra num estado de hibernação, caracterizado por uma redução significativa da atividade metabólica, da temperatura corporal e da frequência cardíaca, permitindo-lhe conservar energia e sobreviver a períodos de escassez de alimento e condições ambientais adversas. Amplamente distribuída por diversos habitats, esta espécie desempenha um papel ecológico relevante no controlo de populações de invertebrados e na manutenção do equilíbrio dos ecossistemas.


FOTOGRAFIA: ALEXANDRE CARVALHO


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Mycena seyinii

A Mycena seyinii é um fungo saprotrófico da ordem Agaricales que cresce quase exclusivamente sobre pinhas de pinheiros (Pinus spp.). Especializada na decomposição deste substrato rico em lignina e resinas, a espécie desempenha um papel importante na reciclagem da matéria orgânica e na disponibilização de nutrientes essenciais ao ecossistema, contribuindo para a fertilidade do solo e para o equilíbrio das florestas de coníferas.


FOTOGRAFIA: ALEXANDRE CARVALHO


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Lupinus spp

Lupinus spp. (tremoceiro) é um género de plantas da família Fabaceae, reconhecido pelo seu elevado interesse agronómico e ecológico.

Uma das suas principais características é a capacidade de funcionar como adubo verde (sideração), através da simbiose radicular com bactérias fixadoras de azoto. Este processo permite a fixação biológica do azoto atmosférico, contribuindo para o enriquecimento da fertilidade do solo, a melhoria da sua estrutura e a redução da necessidade de fertilizantes sintéticos. 



FOTOGRAFIA: ALEXANDRE CARVALHO


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Líquenes

Os líquenes são organismos resultantes de uma associação simbiótica mutualista entre um fungo (micobionte) e uma alga verde ou cianobactéria (fotobionte). Nesta relação, o fungo assegura suporte estrutural, proteção e retenção de água, enquanto o parceiro fotossintético produz compostos orgânicos através da fotossíntese. Esta interação confere aos líquenes elevada capacidade de adaptação, permitindo a colonização de ambientes extremos e ecologicamente exigentes. 


FOTOGRAFIA: SA.CORTES

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Borboleta-bela-dama (Vanessa cardui)

A borboleta-bela-dama (Vanessa cardui) é uma espécie de lepidóptero da família Nymphalidae, frequentemente observada na Horta Biológica da Fundação da Casa de Mateus. Apresenta uma distribuição quase cosmopolita, ocorrendo em todos os continentes, exceto na Antártida, e realiza migrações sazonais de longa distância.

Caracteriza-se por uma envergadura de 5 a 9 cm, corpo com padrão preto e branco e asas predominantemente alaranjadas com manchas pretas e brancas. Destaca-se pela sua elevada capacidade migratória, podendo percorrer cerca de 1.600 km ao longo do ciclo de vida.

As larvas alimentam-se sobretudo de espécies da família Asteraceae, com particular preferência por cardos (Carduus spp.). Os adultos são nectarívoros e desempenham um importante papel ecológico como agentes polinizadores. 


FOTOGRAFIA: ALEXANDRE CARVALHO



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Osga-moura (Tarentola mauritanica)

A osga-moura (Tarentola mauritanica) é um réptil da família Phyllodactylidae, recentemente registado na Fundação da Casa de Mateus. Pode atingir cerca de 18 cm de comprimento e distingue-se pela pele rugosa e pela presença de garras apenas no 3.º e 4.º dedos de cada pata.

Com hábitos crepusculares e noturnos, ocorre em zonas rochosas, áreas agrícolas e jardins. Alimenta-se principalmente de artrópodes e outros invertebrados, contribuindo para o controlo natural de pragas.

Inofensiva para o ser humano, esta espécie desempenha um importante papel ecológico na manutenção do equilíbrio dos ecossistemas. 


FOTOGRAFIA: ALEXANDRE CARVALHO


Flora e Fauna

Aranha-de-cruz (Araneus diadematus)

A aranha-de-cruz (Araneus diadematus) é uma espécie facilmente reconhecida pelas manchas brancas em forma de cruz no abdómen. Habita zonas com arbustos e árvores, alimentando-se de insetos voadores, contribuindo para o controlo natural das suas populações.

É inofensiva para o ser humano e desempenha um importante papel no equilíbrio dos ecossistemas.


FOTOGRAFIA: ANDRÉ BRITO


Flora e Fauna

Chamariz (Serinus serinus)

O chamariz (Serinus serinus) é uma pequena ave comum na Fundação da Casa de Mateus, reconhecida pela sua plumagem amarela estriada, mais intensa nos machos. Distribui-se amplamente pela Europa e ocorre em todo o território português.

Alimenta-se sobretudo de sementes, complementando a dieta com insetos e frutos, desempenhando um importante papel na dispersão de sementes e no equilíbrio dos ecossistemas.


FOTOGRAFIA: CHRISTOPH MONING 

Flora e Fauna

Tritão-marmoreado (Triturus marmoratus)

O tritão-marmoreado (Triturus marmoratus) é um anfíbio de 10 a 12 cm de comprimento, facilmente reconhecido pela coloração verde com manchas escuras irregulares que lhe conferem um padrão semelhante ao mármore.

Habita áreas florestais, prados e zonas húmidas de água doce, naturais ou artificiais, onde desempenha um importante papel ecológico nos ecossistemas aquáticos e terrestres.


FOTOGRAFIA: ALEXANDRE CARVALHO


Flora e Fauna

Trepadeira-azul (Sitta europaea).

A trepadeira-azul (Sitta europaea) é uma ave facilmente identificável pela plumagem azulada no dorso, ventre alaranjado e máscara ocular escura. Destaca-se pela capacidade de se deslocar verticalmente nos troncos das árvores, incluindo de cabeça para baixo.

Distribui-se amplamente pela Europa e Ásia, sendo uma espécie residente em Portugal. Alimenta-se principalmente de insetos, complementando a dieta com sementes e frutos, desempenhando um importante papel no equilíbrio dos ecossistemas florestais.


FOTOGRAFIA: ANDRÉ BRITO

Flora e Fauna

Toutinegra-de-barrete (Sylvia atricapilla)

A toutinegra-de-barrete (Sylvia atricapilla) é uma pequena ave passeriforme, facilmente identificável pelo barrete preto nos machos e castanho-arruivado nas fêmeas. É uma espécie comum em Portugal, ocorrendo em ambientes florestais, zonas arborizadas, parques e jardins.

A sua alimentação varia sazonalmente, sendo predominantemente insetívora durante a época de reprodução e mais frugívora no outono e inverno. Desempenha um importante papel ecológico no controlo de insetos e na dispersão de sementes.



FOTOGRAFIA: ANDRÉ BRITO


Flora e Fauna

Sardão (Timon lepidus).

O sardão (Timon lepidus), ou lagarto-ocelado, é o maior lagarto da Península Ibérica, podendo atingir cerca de 80 cm de comprimento. Apresenta coloração verde intensa com padrão marmoreado característico no dorso e flancos.

Distribui-se pelo sudoeste da Europa, incluindo Portugal, Espanha e sul de França, ocorrendo em habitats abertos com boa exposição solar e abrigos naturais. Alimenta-se sobretudo de insetos, mas também de pequenos vertebrados e, ocasionalmente, matéria vegetal.

Desempenha um papel ecológico relevante no controlo de populações de presas e na dinâmica dos ecossistemas.


FOTOGRAFIA: ALEXANDRE CARVALHO





Flora e Fauna

Sapo-comum (Bufo spinosus)

O sapo-comum (Bufo spinosus) é um anfíbio robusto, de coloração castanha variável, com pele verrugosa e parótidas bem desenvolvidas. As fêmeas são maiores do que os machos, podendo atingir cerca de 22 cm.

Espécie maioritariamente noturna e terrestre, reproduz-se em águas paradas durante o inverno e início da primavera. Alimenta-se sobretudo de invertebrados, desempenhando um papel relevante no controlo de pragas agrícolas.

Apesar de inofensivo, encontra-se sob pressão devido à destruição de habitats e atropelamentos, especialmente durante as migrações reprodutivas. 


FOTOGRAFIA: ANDRÉ BRITO


Flora e Fauna

Salamandra-de-pintas-amarelas (Salamandra salamandra)

A salamandra-de-pintas-amarelas (Salamandra salamandra), também conhecida como salamandra-do-fogo, é um anfíbio de corpo robusto, com coloração negra e amarela e manchas avermelhadas características. Possui pele húmida, glândulas parótidas desenvolvidas e hábitos terrestres.

É uma espécie crepuscular e noturna, distribuída por grande parte da Europa e comum em Portugal continental. Habita ambientes florestais húmidos, próximos de cursos de água.

Reproduz-se por viviparidade larvar, sendo as larvas depositadas em meios aquáticos. Alimenta-se de invertebrados, desempenhando um papel importante no controlo de populações de presas. Apresenta toxicidade ligeira, inofensiva para o ser humano. 


FOTOGRAFIA: ANDRÉ BRITO


Flora e Fauna

Rabirruivo-preto (Phoenicurus ochruros)

O rabirruivo-preto (Phoenicurus ochruros) é uma ave facilmente observável na Fundação da Casa de Mateus. O macho apresenta plumagem preto-acinzentada e a fêmea tons cinzento-acastanhados, sendo ambos caracterizados pela cauda ruiva.

Habita zonas escarpadas, penhascos e áreas humanizadas, ocorrendo na Europa, norte de África e noroeste da Ásia. Em Portugal, é mais comum a norte do rio Tejo, aumentando a sua presença no inverno devido a indivíduos migradores.

Espécie insetívora, alimenta-se de pequenos invertebrados, desempenhando um papel importante no controlo das suas populações. 


FOTOGRAFIA: ANDRÉ BRITO


Flora e Fauna

Pombo-torcaz (Columba palumbus)

O pombo-torcaz (Columba palumbus) é o maior pombo da Europa, distinguindo-se pela plumagem cinzenta, peito rosado e manchas brancas nas asas e no pescoço.

Distribui-se por toda a Europa e norte de África, ocorrendo em Portugal durante todo o ano, com aumento populacional no inverno devido a indivíduos migradores.

É uma espécie granívora e herbívora, desempenhando um papel importante na dispersão de sementes. 


FOTOGRAFIA: MARIE LAN NGUYEN

Flora e Fauna

Poupa-comum (Upupa epops)

A poupa-comum (Upupa epops) é uma ave facilmente reconhecida pela crista erétil e pelo padrão alaranjado com asas e cauda barradas a preto e branco, destacando-se ainda pelo bico longo e curvo.

Distribui-se por zonas temperadas e subtropicais da Europa, Ásia e África, ocorrendo em Portugal sobretudo em áreas florestais abertas e zonas agrícolas. Alimenta-se principalmente de insetos e outros invertebrados, desempenhando um papel importante no controlo de populações de presas.

FOTOGRAFIA: J.M.GARG 

 

Flora e Fauna

Pisco-de-peito-ruivo (Erithacus rubecula)

O pisco-de-peito-ruivo (Erithacus rubecula) é uma pequena ave facilmente identificável pela face, garganta e peito de coloração ruiva, apresentando juvenis de plumagem acastanhada e sarapintada.

Distribui-se amplamente pela Europa, Médio Oriente e Norte de África, ocorrendo em Portugal como espécie residente e invernante. Habita zonas com vegetação arbórea e arbustiva, incluindo bosques, matos, galerias ripícolas e áreas humanizadas.

Alimenta-se de invertebrados durante a primavera e verão, complementando a dieta com frutos e sementes no inverno, desempenhando um papel relevante no controlo de insetos e na dispersão de sementes. 


FOTOGRAFIA: ANDRÉ BRITO

Flora e Fauna

Morcego-orelhudo-cinzento (Plecotus austriacus)

O morcego-orelhudo-cinzento (Plecotus austriacus) é um morcego de tamanho médio, caracterizado por orelhas muito longas e unidas na base, podendo aproximar-se do comprimento do corpo, e por asas largas, com envergadura entre 25,5 e 30 cm.

É uma espécie tipicamente associada a estruturas edificadas, ocorrendo em sótãos, telhados, igrejas e edifícios abandonados, podendo também utilizar fissuras rochosas e cavidades naturais. Distribui-se pela Europa, sendo relativamente comum em Portugal continental.

Alimenta-se sobretudo de mariposas, moscas e escaravelhos, desempenhando um papel ecológico relevante no controlo de populações de insetos. 


FOTOGRAFIA: ALEXANDRE CARVALHO

Flora e Fauna

Libélula-de-cauda-preta (Orthetrum cancellatum)

A libélula-de-cauda-preta (Orthetrum cancellatum) é uma espécie de odonato comum em zonas húmidas. As fêmeas apresentam um abdómen amarelado com faixas pretas longitudinais características, enquanto os machos adquirem uma coloração azul-acinzentada à medida que envelhecem.

Predadora de pequenos insetos, desempenha um importante papel ecológico no controlo das suas populações. 


FOTOGRAFIA: ALEXANDRE CARVALHO

Flora e Fauna

Magnólia-estrela (Magnolia stellata).

A magnólia-estrela (Magnolia stellata) é um arbusto ou pequena árvore ornamental, apreciada pela sua floração precoce e abundante. As suas flores brancas, em forma de estrela, surgem no final do inverno ou início da primavera, antes do aparecimento das folhas.

Originária do Japão, esta espécie é amplamente utilizada em jardins pela sua elevada qualidade ornamental e pelo valor paisagístico que confere aos espaços verdes. 


FOTOGRAFIA: ALEXANDRE CARVALHO

Flora e Fauna

Abeto-vermelho (Picea abies).

O abeto-vermelho (Picea abies) é uma conífera de grande porte da família Pinaceae, amplamente distribuída pelas regiões montanhosas e boreais da Europa. Caracteriza-se pela copa cónica, ramos pendentes e folhas aciculares persistentes de cor verde-escura.

De elevado valor ecológico e florestal, esta espécie fornece abrigo e alimento para diversas espécies de fauna, sendo também amplamente utilizada na produção de madeira e em projetos de arborização e paisagismo.


FOTOGRAFIA: ALEXANDRE CARVALHO



Flora e Fauna

Rododendro (Rhododendron spp.).


Os rododendros (Rhododendron spp.) são arbustos ornamentais da família Ericaceae, amplamente apreciados pela sua floração abundante e vistosa. Produzem flores de diversas cores, geralmente agrupadas em inflorescências densas, que florescem na primavera.

São utilizados com frequência em jardins e espaços verdes, contribuindo significativamente para o valor paisagístico e para a atração de insetos polinizadores. 


FOTOGRAFIA: ALEXANDRE CARVALHO

Flora e Fauna

Cedro-do-Himalaia (Cedrus deodara).

O cedro-do-Himalaia (Cedrus deodara) é uma conífera de grande porte da família Pinaceae, originária das regiões montanhosas dos Himalaias. Caracteriza-se pela copa ampla e elegante, com ramos pendentes e agulhas verde-acinzentadas.

Amplamente utilizado em parques e jardins, destaca-se pelo seu elevado valor ornamental, longevidade e importância paisagística.


FOTOGRAFIA: ANDRÉ MACEDO

Flora e Fauna

Coruja-do-mato (Strix aluco).

A coruja-do-mato (Strix aluco) é uma ave de rapina noturna da família Strigidae, comum em áreas florestais e arborizadas. Apresenta plumagem castanha ou acinzentada, olhos escuros e um voo silencioso, característico das corujas.

Alimenta-se principalmente de pequenos mamíferos, aves e outros vertebrados, desempenhando um importante papel ecológico no controlo das suas populações. 


FOTOGRAFIA: ANDRÉ BRITO



Flora e Fauna

Alvéola-branca (Motacilla alba).

A alvéola-branca (Motacilla alba) é uma pequena ave facilmente reconhecida pela plumagem branca, cinzenta e preta e pelo hábito característico de abanar constantemente a cauda.

Distribui-se amplamente pela Europa, Ásia e Norte de África, ocorrendo em diversos habitats, especialmente junto a zonas húmidas, campos agrícolas e áreas urbanas. Alimenta-se principalmente de insetos e outros pequenos invertebrados, contribuindo para o controlo natural das suas populações. 


FOTOGRAFIA: ANDRÉ BRITO

Flora e Fauna

Chapim-rabilongo (Aegithalos caudatus).

O chapim-rabilongo (Aegithalos caudatus) é uma pequena ave de aspeto arredondado e cauda longa, facilmente reconhecida pela cabeça clara atravessada por uma faixa escura. Vive frequentemente em bandos e ocorre em bosques, parques, jardins e zonas agrícolas.

Distribui-se por grande parte da Europa e Ásia, estando presente em Portugal durante todo o ano. Alimenta-se sobretudo de insetos e aracnídeos, complementando a dieta com frutos e sementes, desempenhando um importante papel no controlo de insetos e na dispersão de sementes.


FOTOGRAFIA: ANDRÉ BRITO 

Flora e Fauna

Cobra-de-escada (Rhinechis scalaris)

A cobra-de-escada (Rhinechis scalaris) é uma serpente não venenosa da família Colubridae, facilmente reconhecida pelo padrão dorsal característico que, nos juvenis, lembra uma escada. Os adultos apresentam coloração castanha ou amarelada com duas faixas longitudinais escuras.

Distribui-se pela Península Ibérica e sul de França, ocorrendo em diversos habitats, incluindo áreas agrícolas, matos e florestas abertas. Alimenta-se principalmente de pequenos mamíferos, aves e répteis, desempenhando um importante papel no controlo natural das suas populações.

É uma espécie inofensiva para o ser humano e de elevada importância ecológica. 

FOTOGRAFIA: ALEXANDRE CARVALHO

Flora e Fauna

Estrelinha-real (Regulus regulus).

A estrelinha-real (Regulus regulus) é uma das menores aves da Europa, distinguindo-se pela plumagem verde-oliva e pela faixa colorida no topo da cabeça, amarela nos indivíduos adultos, com centro alaranjado nos machos.

Habita sobretudo florestas e zonas arborizadas, alimentando-se principalmente de pequenos insetos e outros invertebrados. Desempenha um importante papel ecológico no controlo natural das populações de insetos. 


FOTOGRAFIA: ANDRÉ BRITO

Flora e Fauna

Esquilo-vermelho (Sciurus vulgaris).

O esquilo-vermelho (Sciurus vulgaris) é um pequeno mamífero roedor facilmente reconhecido pela cauda longa e densa e pela pelagem geralmente avermelhada, que pode variar consoante a região e a época do ano.

Habita florestas, parques e jardins arborizados, distribuindo-se amplamente pela Europa e Ásia. Alimenta-se principalmente de sementes, frutos, pinhas e fungos, desempenhando um importante papel ecológico na dispersão de sementes e na regeneração das florestas.


FOTOGRAFIA: ALEXANDRE CARVALHO

Flora e Fauna

Gaio (Garrulus glandarius).

O gaio (Garrulus glandarius) é uma ave da família Corvidae, facilmente reconhecida pela plumagem castanho-rosada e pela mancha azul barrada de preto nas asas. Habita florestas, bosques e áreas arborizadas, sendo comum em grande parte da Europa.

Alimenta-se de insetos, frutos, sementes e bolotas, desempenhando um importante papel ecológico na dispersão de sementes, particularmente de carvalhos, contribuindo para a regeneração dos ecossistemas florestais.


FOTOGRAFIA: ANDRÉ BRITO

Flora e Fauna

Lagartixa-do-mato-comum (Psammodromus algirus).

A lagartixa-do-mato-comum (Psammodromus algirus) é um pequeno réptil da família Lacertidae, caracterizado pelo corpo esguio, cauda longa e coloração acastanhada ou esverdeada com listas longitudinais.

Ocorre em matos, florestas abertas e zonas arbustivas, distribuindo-se amplamente pela Península Ibérica e norte de África. Alimenta-se principalmente de insetos e outros pequenos invertebrados, desempenhando um importante papel ecológico no controlo natural das suas populações. 


FOTOGRAFIA: ANDRÉ BRITO

Flora e Fauna

Joaninhas (família Coccinellidae).

As joaninhas pertencem à família Coccinellidae e são pequenos insetos facilmente reconhecidos pela sua forma arredondada e coloração geralmente vistosa, frequentemente com manchas negras.

Predadoras de afídeos, cochonilhas e outros insetos de pequena dimensão, desempenham um papel fundamental no controlo biológico de pragas, contribuindo para o equilíbrio dos ecossistemas e para a proteção natural das culturas agrícolas.


FOTOGRAFIA: ALEXANDRE CARVALHO

Flora e Fauna

Pombo-das-rochas (Columba livia).

O pombo-das-rochas (Columba livia) é uma ave da família Columbidae, caracterizada pela plumagem cinzenta, com reflexos iridescentes no pescoço e duas barras escuras nas asas.

Amplamente distribuído, ocorre em ambientes rochosos, rurais e urbanos, onde se adaptou com sucesso à presença humana. Alimenta-se principalmente de sementes e matéria vegetal, desempenhando um papel importante na dispersão de sementes. 

FOTOGRAFIA: ANDRÉ MACEDO



Flora e Fauna

Verdilhão (Carduelis chloris).

O verdilhão (Carduelis chloris) é uma pequena ave da família Fringillidae, caracterizada pela plumagem verde-amarelada e bico curto e robusto.

Ocorre em habitats arborizados, zonas agrícolas, parques e jardins, distribuindo-se amplamente pela Europa e Ásia ocidental. Alimenta-se sobretudo de sementes, complementando a dieta com insetos, desempenhando um papel relevante na dinâmica dos ecossistemas.


FOTOGRAFIA: ANDRÉ BRITO 

Flora e Fauna

Percevejo-das-riscas (Graphosoma italicum).

O percevejo-das-riscas (Graphosoma italicum) é um inseto da ordem Hemiptera, facilmente reconhecido pelo padrão de riscas longitudinais vermelhas e pretas no corpo.

Habita prados, jardins e outras áreas com vegetação herbácea, sendo frequentemente observado sobre plantas da família Apiaceae. Alimenta-se da seiva das plantas, desempenhando um papel na dinâmica ecológica dos ecossistemas onde ocorre.


FOTOGRAFIA: ALEXANDRE CARVALHO 

Flora e Fauna

Dedaleira (Digitalis purpurea).

A dedaleira (Digitalis purpurea) é uma planta herbácea bienal da família Plantaginaceae, reconhecida pelas suas vistosas flores tubulares de cor púrpura, dispostas em longas inflorescências.

Ocorre frequentemente em clareiras florestais, taludes e terrenos perturbados. Além do seu elevado valor ornamental, constitui uma importante fonte de néctar para insetos polinizadores. A planta contém compostos bioativos utilizados na indústria farmacêutica, sendo, contudo, tóxica quando ingerida.


FOTOGRAFIA: ALEXANDRE CARVALHO

Flora e Fauna

Cogumelos (Reino Fungi).

Os cogumelos são estruturas reprodutivas de diversos fungos, organismos fundamentais para o funcionamento dos ecossistemas. Desempenham um papel essencial na decomposição da matéria orgânica e na reciclagem de nutrientes, contribuindo para a fertilidade dos solos.

Muitas espécies estabelecem associações simbióticas com as raízes das plantas (micorrizas), favorecendo a absorção de água e nutrientes e promovendo a saúde dos ecossistemas florestais.


FOTOGRAFIA: ALEXANDRE CARVALHO

Flora e Fauna

Escaravelho-foliar (Lachnaia tristigma).

Lachnaia tristigma é um pequeno escaravelho da família Chrysomelidae, caracterizado pelo corpo escuro com manchas claras contrastantes nos élitros.

Esta espécie ocorre em áreas com vegetação arbustiva e arbórea, onde os adultos se alimentam principalmente de folhas. Integra a biodiversidade dos ecossistemas mediterrânicos, participando nas interações ecológicas entre plantas e insetos.


FOTOGRAFIA: ALEXANDRE CARVALHO

Flora e Fauna

Fritilária-dos-lameiros (Fritillaria lusitanica).

A fritilária-dos-lameiros (Fritillaria lusitanica) é uma planta herbácea bulbosa da família Liliaceae, reconhecida pelas suas flores pendentes de coloração púrpura-acastanhada, frequentemente com padrão axadrezado.

Ocorre em prados húmidos e lameiros, florescendo na primavera. Trata-se de uma espécie de elevado interesse botânico e ecológico, contribuindo para a diversidade florística dos ecossistemas onde se desenvolve.


FOTOGRAFIA: ALEXANDRE CARVALHO

Flora e Fauna

Aveleira (Corylus avellana).

A aveleira (Corylus avellana) é um arbusto ou pequena árvore caducifólia da família Betulaceae, amplamente distribuída na Europa. Produz a avelã, um fruto seco de elevado valor alimentar e ecológico.

Ocorre em bosques, sebes e margens de cursos de água, proporcionando alimento e abrigo a diversas espécies de fauna. Desempenha um importante papel na biodiversidade e na estrutura dos ecossistemas florestais.


FOTOGRAFIA: ALEXANDRE CARVALHO

Flora e Fauna

Facélia (Phacelia tanacetifolia).

A facélia (Phacelia tanacetifolia) é uma planta herbácea anual amplamente utilizada em agricultura sustentável como adubo verde e planta melífera. Produz inflorescências vistosas de cor azul-violeta, muito atrativas para abelhas e outros insetos polinizadores.

Além do seu valor ecológico, contribui para a melhoria da estrutura e fertilidade do solo, promovendo a biodiversidade e a saúde dos agroecossistemas.

FOTOGRAFIA: ALEXANDRE CARVALHO

Flora e Fauna

Cravina (Dianthus broteri).


A cravina (Dianthus broteri) é uma planta herbácea perene da família Caryophyllaceae, nativa da Península Ibérica. Caracteriza-se pelas suas flores rosadas a púrpuras, com pétalas recortadas, que florescem principalmente na primavera e verão.

Ocorre em prados, matos e zonas rochosas, contribuindo para a diversidade florística e servindo de recurso alimentar para diversos insetos polinizadores. 


FOTOGRAFIA: ALEXANDRE CARVALHO

Flora e Fauna

Lunária (Lunaria annua).

A lunária (Lunaria annua) é uma planta herbácea bienal da família Brassicaceae, apreciada pelas suas flores violáceas e pelos característicos frutos achatados e translúcidos, de elevado valor ornamental.

Floresce na primavera e atrai diversos insetos polinizadores. Contribui para a biodiversidade dos jardins e espaços naturais, desempenhando um papel importante no suporte à fauna polinizadora.


FOTOGRAFIA: ALEXANDRE CARVALHO

Flora e Fauna

Musgo-de-zimbro (Polytrichum juniperinum).

O musgo-de-zimbro (Polytrichum juniperinum) é um musgo da família Polytrichaceae, amplamente distribuído em regiões temperadas do hemisfério norte. Forma tufos densos de coloração verde a avermelhada, ocorrendo frequentemente em solos pobres, áreas abertas e zonas perturbadas.

Desempenha um papel ecológico importante na retenção de humidade, na proteção do solo contra a erosão e nos processos iniciais de colonização e formação do solo.


FOTOGRAFIA: ALEXANDRE CARVALHO

Flora e Fauna

Verónica-da-Pérsia (Veronica persica).

A verónica-da-Pérsia (Veronica persica) é uma planta herbácea anual da família Plantaginaceae, reconhecida pelas suas pequenas flores azuis com centro esbranquiçado.

Ocorre frequentemente em prados, jardins, campos agrícolas e outros terrenos perturbados. Apesar do seu porte discreto, contribui para a diversidade florística e constitui uma fonte de néctar e pólen para diversos insetos polinizadores.


FOTOGRAFIA: ALEXANDRE CARVALHO

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Percevejo-mediterrânico (Carpocoris mediterraneus).

O percevejo-mediterrânico (Carpocoris mediterraneus) é um inseto da ordem Hemiptera, caracterizado pelo corpo em forma de escudo e pela coloração variável entre tons castanhos, amarelados e avermelhados.

Distribui-se pela região mediterrânica, ocorrendo em prados, campos agrícolas e zonas com vegetação herbácea. Alimenta-se da seiva das plantas, integrando as complexas relações ecológicas dos ecossistemas terrestres.


FOTOGRAFIA: ALEXANDRE CARVALHO

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Líquen-amarelo (Xanthoria parietina).

O líquen-amarelo (Xanthoria parietina) é um líquen folioso facilmente reconhecido pela sua coloração amarelo-alaranjada intensa, resultante da presença de pigmentos protetores contra a radiação solar.

Desenvolve-se sobre cascas de árvores, rochas e outras superfícies expostas, sendo amplamente distribuído em diversos habitats. Como outros líquenes, resulta de uma associação simbiótica entre um fungo e um organismo fotossintético, contribuindo para a biodiversidade e podendo ser utilizado como bioindicador da qualidade ambiental.


FOTOGRAFIA: ALEXANDRE CARVALHO

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Lecidella (Lecidella elaeochroma).

Lecidella elaeochroma é um líquen crustoso amplamente distribuído, frequentemente encontrado na casca de árvores em ambientes florestais e urbanos. Apresenta um talo claro, geralmente cinzento-esbranquiçado, com pequenos apotécios escuros característicos.

Resultante da associação simbiótica entre um fungo e um organismo fotossintético, contribui para a biodiversidade dos ecossistemas e pode ser utilizado como indicador das condições ambientais locais. 


FOTOGRAFIA: ALEXANDRE CARVALHO

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Pato-mudo (Cairina moschata).

O pato-mudo (Cairina moschata) é uma ave aquática de grande porte da família Anatidae, facilmente reconhecida pelas carúnculas avermelhadas na face e pela sua constituição robusta.

Originário da América Central e do Sul, encontra-se amplamente distribuído como ave doméstica e semidoméstica em diversas regiões do mundo. Alimenta-se de matéria vegetal, sementes, invertebrados e pequenos vertebrados, contribuindo para a dinâmica ecológica dos habitats aquáticos e terrestres onde ocorre.


FOTOGRAFIA: ALEXANDRE CARVALHO

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