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A Biblioteca da Casa de Mateus é a parte visível de um fundo bibliográfico e de um arquivo que contém memórias que remontam pelo menos ao séc. XV.

Dos poetas gregos às grandes obras religiosas, como a Mystica Ciudad de Dios, livro de cabeceira do Santo Arcediago, da arquitetura clássica vista por Piranesi ao Promptuario de syntaxe de António Franco, pertencente a D. Leonor de Portugal, os mais de seis mil títulos que compõem o seu fundo bibliográfico revelam a relação da família com o meio universitário e com o meio eclesiástico, as duas grandes fontes de conhecimento da época.

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Este é também o espaço de uma extraordinária aventura editorial. O seu protagonista é D. José Maria, o 5º Morgado de Mateus, matemático formado na Universidade de Coimbra, militar e diplomata. O seu desígnio é a Edição Monumental de Os Lusíadas, de Luís de Camões.

Dos poetas gregos às grandes obras religiosas, como a Mystica Ciudad de Dios, livro de cabeceira do Santo Arcediago, da arquitetura clássica vista por Piranesi ao Promptuario de syntaxe de António Franco, pertencente a D. Leonor de Portugal, os mais de seis mil títulos que compõem o seu fundo bibliográfico revelam a relação da família com o meio universitário e com o meio eclesiástico, as duas grandes fontes de conhecimento da época.

Filólogo autodidata, dedicou anos intensos da sua vida a compilar e a estudar todas as edições para encontrar uma fixação exata do texto.

Amante dos livros, procurou a melhor oficina de impressão francesa, a de Firmin Didot, e encomendou-lhe uma edição exclusiva. Amante das artes, procurou pacientemente os ilustradores que haveriam de dar vida à edição e encontrou nada menos que François Gérard, pintor e gravador que retratara todas as grandes figuras da corte francesa do Império e da restauração, a quem confiou a coordenação dos trabalhos. Este incumbiu Evariste Fragonard e Alexandre Desenne dos desenhos e entregou a abertura das chapas a Raphael-Urbain Massard.

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O resultado de todo este trabalho surgiu finalmente em 1817: um exemplar de Os Lusíadas em dois volumes, em pergaminho, ilustrado com treze gravuras originais, que podemos admirar na Biblioteca, e outros duzentos e dez exemplares, que o Morgado distribuiu com a sua veia de diplomata e humanista.

Uma parte importante foi enviada aos mais altos dignitários, desde o Papa às casas reais da Europa, ou às grandes famílias portuguesas cuja instrução devia passar pelo conhecimento do poema. Uma outra parte foi distribuída por bibliotecas públicas e instituições científicas em todo mundo, para que o acesso à obra não ficasse apenas limitado às classes elevadas.

Na Biblioteca, podemos encontrar cartas de agradecimento e louvor do Papa Pio VII, do Duque de Richelieu e de muitas outras personalidades, mas também significativas cartas de protesto de quem não foi eleito para receber a obra.

A veia de editor do Morgado fá-lo-á ainda publicar, em 1821, as «Lettres portugaises, traduzidas em português com o texto francês em frente, e precedidas duma noticia bibliográfica por D. J. M. S.» Romance epistolar, conta-nos a história de amor impossível entre Mariana Alcoforado, freira portuguesa, e um oficial francês trazido pelas invasões. Da sua segunda mulher, D. Adélaïde Marie Emilie Filleul, romancista francesa que ficaria conhecida como Madame de Souza, conservam-se na Biblioteca as obras "Oeuvres complètes de Madame de Souza", "Mademoiselle de Tournon" e "Émilie et Alphonse ou le Danger de se livrer à ses premières impressions".

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