(evento) MISSA DOS FIÉIS DEFUNTOS | REQUIEM, DE W. A. MOZART

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Música
MISSA DOS FIÉIS DEFUNTOS | REQUIEM, DE W. A. MOZART
02 de Novembro | 17:00

No Dia dos Fiéis Defuntos, cumprimos o desígnio de manter o culto na Capela, com uma Missa presidida por S. Exa Reverendíssima o Bispo de Vila Real, com o agrupamento Americantiga Ensemble dirigido pelo maestro Ricardo Bernardes com a apresentação do Requiem, de W. A. Mozart e o lançamendo do CD.

No Dia dos Fiéis Defuntos, cumprimos o desígnio de manter o culto na Capela, com uma Missa presidida por S. Exa Reverendíssima o Bispo de Vila Real, acompanhada do Requiem, de W. A. Mozart. Descoberta nos arquivos da Catedral de Évora e executada com a maestria do Americantiga Ensemble, a partitura desta obra maior do repertório universal para quatro vozes, violoncelo solo, um par de fagotes, contrabaixo e um órgão luso da primeira metade do século XVIII, reconduz-nos ao ambiente da Igreja barroca e ao recolhimento que a data nos invoca.


Desde 2020, o maestro Ricardo Bernardes tem dirigido o concerto "Mozart à Portuguesa" em Portugal, Espanha, Croácia (nota: corrigido de "Croaria" no original) e França, apresentando uma versão histórica portuguesa do Requiem de Mozart para efetivo reduzido e instrumentos de época, numa transcrição elaborada por si próprio. Esta investigação culminou este 2026 no lançamento do CD Mozart’s Requiem – The Portuguese Historical Score, documentando esta reconstrução com base histórica e contribuindo para os estudos contemporâneos e a prática de execução.



«Quatro vozes, violoncelo solo, um par de fagotes, contrabaixo e um órgão luso da primeira metade do século XVIII, em temperamento mesotónico: o “Mozart à portuguesa”, pela formação, poderia até parecer escrito sob encomenda para os atuais protocolos de concerto, mas, na verdade, corresponde a uma tradição lusitana secular. Ricardo Bernardes fez a edição musicológica da obra a partir de manuscritos encontrados em Évora, datados do período entre o final do séc. XVIII e a primeira década do séc. XIX.

Como, nessa época, toda a atenção se centrava na Capela Real de Lisboa, os grupos musicais de fora da capital, incluindo Évora, tinham formações mais reduzidas. “Estabeleceu-se uma tradição de executar obras em arranjos para um ‘baixo contínuo expandido’, ou seja, órgão, fagote, violoncelo e contrabaixo”, explica. O Requiem de Mozart também sofreu essa adaptação: Bernardes utiliza um manuscrito que instrumenta a peça para órgão, “rabecão pequeno” (violoncelo solo, com escrita extremamente virtuosística), dois fagotes e “rabecão grande” (contrabaixo). As partes vocais são idênticas à da versão da obra de Franz Xaver Süssmayr (1766-1803), o discípulo de Mozart que finalizou a partitura deixada incompleta por seu professor, são cantadas por um quarteto vocal, conferindo à execução uma qualidade intimista.»

Casa de Mateus

MISSA DOS FIÉIS DEFUNTOS

AGRUPAMENTO AMERICANTIGA ENSEMBLE


MAESTRO

RICARDO BERNARDES


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