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Esta exposição nasce do encontro entre Jorge Ramalho, oleiro de Bisalhães, e Rui Mendonça, designer. Dois percursos e duas experiências que se aproximam a partir de uma convicção comum: reconhecer o valor daquilo que existe e procurar criar novas possibilidades para o seu futuro.
Há conhecimentos que não se encontram nos livros. Constroem-se com o tempo, com a experiência, com a repetição dos gestos e com a atenção às pequenas diferenças que a matéria vai revelando. São saberes que pertencem às pessoas e que, através delas, pertencem também aos lugares.
Em Bisalhães, o barro negro é a expressão de um desses conhecimentos. Inscrito pela UNESCO, em 2016, na Lista do Património Cultural Imaterial que Necessita de Salvaguarda Urgente, o processo de fabrico da louça preta constitui uma herança cuja continuidade depende das pessoas que a praticam e das condições que lhes permitam continuar.
O sinal + que une os seus nomes traduz essa intenção. Agregar conhecimentos diferentes, sem apagar aquilo que distingue cada um. Reconhecer que o encontro pode produzir mais do que a soma dos contributos individuais.
O Design não surge aqui para corrigir ou substituir o trabalho do artesão, mas para estabelecer novas relações entre conhecimentos, objetos e pessoas. Observar antes de propor, compreender antes de transformar, reconhecer aquilo que merece ser preservado e aquilo que pode ganhar novas possibilidades.
Nem tudo precisa de ser reinventado. Nem tudo deve permanecer igual.
Pequenas frases, inscritas em pratos de barro negro, constroem uma narrativa sobre o trabalho, o tempo, o conhecimento e a sua transmissão. As palavras não procuram decorar os objetos, nem os objetos se limitam a servir de suporte às palavras. Entre a matéria e o texto estabelece-se uma relação que convida a reconhecer aquilo que tantas vezes permanece invisível no trabalho das mãos.
A escolha da Casa de Mateus não é circunstancial. Esta exposição poderia acontecer em muitos lugares, mas dificilmente encontraria outro onde fizesse tanto sentido. A história da Casa, o seu património e a continuidade familiar encontram aqui um diálogo com outros conhecimentos e outras formas de transmissão entre gerações.Há conhecimentos que não se encontram nos livros. Constroem-se com o tempo, com a experiência, com a repetição dos gestos e com a atenção às pequenas diferenças que a matéria vai revelando. São saberes que pertencem às pessoas e que, através delas, pertencem também aos lugares.
15 DE NOVEMBRO | 15h00
INAUGURAÇÃO
A PRIMEIRA CEIA - O QUE AS MÃOS SABEM
Jorge Ramalho + Rui Mendonça
Oleiro + Designer
For more information, contact us through the following e-mail: cultura@casademateus.pt
Schedule
Monday to Friday
9am to 5pm
Saturday and Sunday
9am to 5:30pm
Contacts
+351 259 323 121